Domingo, Dezembro 03, 2006

Eu pensei ser amada.
Eu pensei existir um pote de ouro no final do arco-íris.
Eu pensei que o amor fosse a coisa mais agradável de se sentir.
Eu pensei que o "querer é poder" fosse pelo menos um pouco real.
Eu pensei ter muitos amigos.
Eu pensei que todas as pessoas no fundo fossem boas e buscassem o bem do seu próximo.
Eu pensei que o meu coração fosse forte.
Eu pensei ser indestrutível.
Eu pensei ser corajosa.
Eu pensei muita coisa.
Depois de tomar alguns tapas na cara eu acabei descobrindo que:
Nem todos que dizem que me amar me amam de verdade.
Não tem pote nenhum no final do arco-íris. Ou senão esse arco-íris tá demorando um bocado pra acabar.
Amar dói. Machuca. E muito. Não deveria, mas às vezes ele é um soco no estômago.
Querer não é poder porque nem tudo que eu quero eu posso ter ou fazer. Nem sempre depende de mim.
Amigos de verdade eu posso contar nos dedos de uma única mão. Mas não que isso seja ruim. Até prefiro. Antes qualidade do que quantidade, certo?
Existe muito mais gente egoísta do que eu pensei. Gente "umbigocêntrica" que só quer se dar bem e o resto que se dane.
Meu coração é de cristal.
Sou fraca e sofro de excesso de sensibilidade.
Sou uma medrosa. Tenho medo até de mim. Dos meus sentimentos, então, nem se fala.
Como eu já disse, eu pensei muita coisa. E me desiludi. Não com uma coisa específica, mas com várias coisinhas. Sabe quando você vai colocando papéis de bala ou chocolate no fundo da bolsa? Um papelzinho não é nada, mas depois de alguns dias você abre sua bolsa e vê a sujeira que eles, os vários papeizinhos, fizeram juntos.
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Obs.: Algumas pessoas me perguntaram sobre o post anterior e a resposta é: a pessoa que me inspirou o post sabe o que eu penso, já conversei com ela algumas vezes sobre isso, eu não colocaria aqui algo sobre ela sem falar com ela antes.
Posted by Paula
@ 10:07 PM
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